sábado, 18 de julho de 2020

INSSaNews


INSSaNews, cuja presteza informativa compete em competência e velocidade com as atualizações dos sistemas da Dataprev para a adequação às novas normas vigentes, vai falar hoje sobre o trabalho remoto,momentaneamente estendido a todos os servidores do INSS.

Segundo Dona Conceição, entusiasta do modelo, “Quarentena é uma CEAP com meta de CEAB”. Esta é uma declaração por certo preocupante, uma vez que tem o poder de mexer com a imaginação da direção da autarquia que poderá tomar medidas para sanar algumas discrepâncias do argumento. Por esse motivo deixamos a declaração tornar-se pública apenas agora, quando se aproxima o momento de os servidores voltarem às APS.

Infelizmente a DIRAT, mais antenada, já havia percebido tal fato e se adiantou tomando algumas providências, entre elas, a Meta Flutuante Retroativa e Surpreendente (MFRS)

A MFRS é complexa e tem caráter enlouquecedor de nível elevado. O primeiro passo para a sua implementação foi tirar toda a possibilidade do servidor de conferir sua pontuação, ficando assim esclarecido porque a pontuação do servidor migrou do GET, de onde  se origina e onde se conclui, para um sistema sobre o qual até hoje não disse ao que veio e ironicamente nomeado de Facilita. Até mesmo o Facilita, embora de forma retardatária e com esporádicos surtos de indecisão, tanto  em relação à meta quanto à pontuação, demonstrava alguma boa vontade para com o servidor. Em função disso, essa funcionalidade foi desativada, permanecendo apenas as outras, que não acrescentam absolutamente nada, não passando de um obsoleto catálogo de links, muitos dos quais não respondem a nenhum comando.
Segurado digitalizando os seus documentos
Após  ser deixado na insegurança, sem saber  se seus suados pontos foram corretamente
 computados, o ansioso 
inssano aguarda o email 
que  poderá lhe a trazer necessária tranquilidade ou que o terá catapultado ao inferno dos proscritos que não cumpriram a meta. Isso porque à meta terão sido acrescidos certos componentes não claramente explicitados anteriormente e que, surpresa!, agora passaram a ser considerados.

 Este modelo, conhecido como “era-pra-ser-assim-e-eu-não-te-falei-otário”, tem o  objetivo de fazer o servidor 
trabalhar em dobro para garantir que a meta seja cumprida. Embora não haja garantia nenhuma quanto a isto.
O INSSaNews, que tem excelente trânsito pelos corredores virtuais da Dirat, apurou e agora revela com exclusividade, o ‘jabuti’ incluído na meta do mês de julho. O servidor irá ter que provar que não engordou absolutamente nada e durante a quarentena. Evidentemente serão aplicados índices de apuração sofisticados e ao qual o servidor não terá acesso. Para cada 225,35 g de ganho de peso será reduzida a pontuação em 0,78 pontos.
Interrogado por esta repórter sobre qual será a meta para 
mês de julho, um servidor da Dirat, que não quis se identificar, declarou: “Não sabemos qual será a meta, mas quando o servidor alcançar a meta, nós vamos dobrar a meta”, finalizou, claramente inspirado por um descompasso de raciocínio não totalmente estranho aos ouvidos tupiniquins.
Outro fator desestabilizante acrescentado pela Dirat é o  Setor de Roubo de Processos (SRP). Tal como o MRFS, o SRP também age de forma retroativa, muitas vezes anunciando suas ações depois de ocorridas, no estilo "ontem-nós-iremos-tirar-os-seus-processos-palhaço".

Dona Conceição, frustrada em sua sanha indeferitória que era aplacada pela taxa 97,5% de indeferimento do B25, declarou ainda não ter perdoado o furto de seus processos de auxílio reclusão e acusa os responsáveis de se equiparem aos instituidores do tal benefício. 
 Em contrapartida, a Dirat exime-se de sua culpa acusando robôs rebelados de roubarem os processos, selecionarem os de mais fácil conclusão e depositá-los nas caixas dos diretores do departamento a fim de castigá-los.

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Nota: O INSSaNews informa que o perfil do Manual do INSSano está, há quase um ano, bloqueado pelo Facebook, que alegou ter recebido uma denúncia, não disse de quem nem sobre o quê, mas este jornal apurou que a censura partiu lá do careca do Esse-te-efe que não gostava muito das coisas que o Manual postava em certos grupos do Face.


sexta-feira, 12 de abril de 2019

TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA EM APS – A REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Um dos pontos mais críticos da reforma da previdência que pretende levar a aposentadoria para a todos os felizardos cidadãos que alcançaram a provecta idade de 85 anos, é o que fazer com a massa inútil e privilegiada dos servidores do INSS que ficarão, mais do que já estão, sem utilidade alguma, já que quase não terão processos a analisar, tampouco segurados a atender, uma vez que a foice da morte surpreenderá muitos dos jovens da quarta idade antes mesmo de eles se candidatarem ao benefício.
É certo que, com o fim da mamata, os servidores federais também irão se aposentar na mesma idade, e aí surgirá a dificuldade de relacionamento entre servidor e segurado, acometidos, ambos, com as doenças resultantes da idade avançada;  um surdo e o outro com demência senil; um de andador e o outro com fraldas geriátricas. Imaginemos um servidor, de 84 anos, prestes a se aposentar, com Parkinson em estado avançado, recebendo repetidamente o mesmo pedido de habilitação de pensão de um advogado de 103 anos, com Alzheimer. É praticamente um atendimento para o resto da vida.
Evidentemente o socorro virá de jovens estagiários de quarenta e poucos anos, iniciando sua promissora carreira, sem pressa alguma, já que não haverá motivos para muita correria. Caberá a eles fazer a prova de vida dos segurados que os bancos, gentilmente, estão delegando para as APS. Logicamente não será de bom alvitre, depois de esperar pelo atendimento durante algumas horas, enviar o ancião para a fila do banco. Por isso, o INSS também começará a pagar os pecados, ou melhor, os benefícios previdenciários. Porém, na busca de uma previdência superavitária, o dinheiro não pode só sair, deverá ter uma contrapartida. É então que passaremos a receber o pagamento dos carnês de contribuição. Já com a mão na massa, por que não fazer um extra, recebendo contas de luz, gás, água, telefone, IPTU, IPVA, taxa de incêndio, contas de TV e internet, carnês da casas Bahia? Além disso, será instituída a loteria previdenciária, onde o cidadão poderá escolher cinco números, de 80 a 120. O sortudo que acertar todos os números, será contemplado com a diminuição de 5 anos na idade mínima para a aposentadoria.
Outra fonte de renda para suprir as necessidades superavitárias, vai ser a instalação, em cada APS, de uma lan house própria, onde os segurados poderão emitir o CNIS e demais extratos, por 25 reais a página. Precinho camarada para arrasar a concorrência.
Logicamente, com tanta dificuldade para se aposentar por idade, o segurado vai tentar a via da aposentadoria por invalidez. Nem sempre honestamente, como já ocorre nos dias atuais. Para impedir um prejuízo maior, cada agência do INSS contará com uma loja de produtos hospitalares, onde o segurado poderá comprar ou alugar, no setor de transportes, bengalas, muletas, andadores, cadeiras de rodas e macas. Além, evidentemente, de apetrechos para curativos, como bandagens, gaze, gesso, imobilizadores em geral e tudo o mais que seja necessário para uma convincente mise-en-scène. Quem quiser um trabalho mais elaborado e para pessoas de estômago forte, serão oferecidos pedaços de carne putrefata para simular uma ferida incurável. Os mais sofisticados poderão utilizar o atelier de tatuagem de onde o segurado emergirá com uma expressiva gangrena. Todos os produtos, evidentemente, superfaturados, para compensar o possível prejuízo de um longo auxílio doença.
E o que fazer por aquela senhorinha arrependida que recebe um BPC que agora pretende trocar pela pensão do marido recém-falecido? Nada melhor do que um confessionário virtual que ouve a confissão da pecadora, dá a penitência, emite o boleto de pagamento e faz a remissão dos pecados, tudo em menos de 15 minutos.
Depois de todas essas novidades chegamos à conclusão do quão bom era quando a reforma da previdência ocorria só quando o teto desabava ou quando uma parede caía. Mas, como diria Dona Conceição: “Tudo na vida muda, menos o nosso contracheque.”




sexta-feira, 27 de julho de 2018

TÉCNICAS DE SOBREVIVÊNCIA EM APS - O TELETRABALHO


Ah!                

                  

               Ah! O tão esperado teletrabalho. Na tranqüilidade do recesso do lar, entre um gole bem gelado de cerveja e outro, vão sendo analisados os processos. É claro que existem pequenos percalços no caminho, mas que nem de longe tornam menos gratificante o labor residencial. O bebê que engatinha pela casa e puxa a tomada do computador. É só colocá-lo no berço e refazer a conexão do aparelho. E depois tirar o gato de cima do teclado. Cuidado para não derrubar a cerveja! Ih! Fique calmo. Não é nada que um pano seco não resolva. Com exceção do teclado. E daquela cadeira hiper-ergométrica, caríssima e recomendada pelos especialistas. Bom, essa primeira meia hora de trabalho não foi das mais produtivas, porém você tem o dia inteiro pela frente para cumprir sua meta. Pena que o sistema caiu. Você está atrasado. Não entre em pânico! Tudo vai dar certo. Talvez tenha que se abster de uma refeição decente e se contentar com um sanduíche ou se privar da soneca da tarde. Mas valerá a pena. Apenas torça para a conexão não cair depois que a luz voltar.




     Mas se você não foi contemplado com a dádiva do trabalho em casa, ensinaremos aqui como você pode exercitar o teletrabalho no balcão da APS, em pleno atendimento.

                           A primeira possibilidade reside em se afastar mentalmente daquele segurado que começa a falar desaforos e gritar com você. Imagine-se em um belo campo de papoulas no Afeganistão, todas vermelhinhas, oscilando suavemente à brisa matinal. Enquanto faz essa poética viagem imaginária, você deverá ficar balançando a cabeça em sinal afirmativo, feito aquele bonequinho de mola quando salta de sua caixinha assim que ela é aberta.   Se, em meio ao seu transe, perceber que o segurado está
muito agitado, sacudindo as mãos, como a solicitar uma maior
participação sua no até então fora um monólogo, você deverá incluir algumas afirmativas enfáticas para acalmá-lo tais como: Sim, aham, exatamente, isso mesmo, o/a senhor/a tem toda a razão,  enquanto imagina um par de pétalas se soltando do caule, unidas em forma de borboleta, flutuando rumo ao céu azul. E torça para que tenha um retorno suave à dura realidade e veja vazia a cadeira diante de si e que não seja despertado por uma guardachuvada no coco.



                              Outra forma vivenciar a experiência do teletrabalho durante o atendimento ao público se oferece quando um segurado entra com um pedido de recurso porque o seu requerimento de aposentadoria por tempo de contribuição foi indeferido por terem sido apurados apenas 11 anos de contribuição e ele quer comprovar que tem 42; ou quando o aposentado por invalidez pede uma revisão porque pretende transformar uma esquizofrenia paranoide em uma dor lombar. Em ambos os casos basta apenas dar um suplemento extra de papel para que eles esclareçam e orientem o analista de como se darão tais milagres. Isso resultará no mínimo em uma hora de liberdade, tempo suficiente para fazer uma pipoca de microondas, tomar café, ir ao banheiro, dar uma espiada no celular e puxar um ronco.
                                  Outro método bastante eficiente, embora não muito recomendável, é chegar ao trabalho etilicamente calibrado ou farmaceuticamente amparado, conforme esteja em sua fase maníaca ou depressiva. No primeiro caso, você tornar-se-á efusivo e bem humorado, falará de sua vida mais do que ouvirá as queixas dos segurados, não resolverá nenhum problema apresentado, mas se divertirá bastante. Isso poderá resultar em algumas referências na ouvidoria, mas terá valido a pena. Já no segundo caso, igualmente agradável, você se manterá virtualmente distante de qualquer possível ataque oral perpetrado por um segurado exaltado. As palavras circundarão sua cabeça sem penetrar no seu cérebro, que estará confuso e arredio, portanto inalcançável. Você tentará fixar o olhar na pessoa a sua frente, mas seus olhos não conseguirão se manter abertos por muito tempo sem dar demoradas piscadas. Esse seu comportamento também poderá resultar em algumas reclamações na ouvidoria, mas você se manteve tranquilo e sem aborrecimentos, e isso é o que é importante.
                          Entretanto, se você quiser radicalizar a sua atitude e partir para o embate, verbal e físico, com o seu oponente, falar aquelas verdades contrárias à vontade do ouvinte, dizer que 11 anos nunca se transformarão em 42 e que esquizofrenia não se torna dor lombar em hipótese nenhuma, levar uns tabefes e, ato contínuo, retribuí-los com igual vigor, então, colega, você terá alcançado o ápice de sua carreira de servidor público. Receberá como passaporte para a liberdade um CID F e, a partir de então, nada mais de trabalho, nem presencial nem à distância.

sábado, 26 de maio de 2018

PROMOÇÃO DE LIVROS - 100% DE DESCONTO

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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

MENSAGEM DE NATAL



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