sexta-feira, 24 de abril de 2026

 

Bem-vindo à Coreia do Norte ou à União Soviética!


Para ministros do STF, as críticas de Zema não podem ficar por isso mesmo, e “isso pode terminar em prisão”. As falas do ex-governador motivaram Gilmar Mendes a acioná-lo no inquérito das fake news, e agora já surgem ameaças anônimas contra ele.


Na Coreia do Norte, liderada por Kim Jong-un, qualquer crítica ao governo ou ao partido é considerada uma ameaça direta ao poder. Em 2016, por exemplo, o regime proibiu o uso de sarcasmo nas conversas do dia a dia. Sátiras contra o líder não são toleradas.


Na União Soviética, sob o comando de Stalin, críticas ao regime podiam resultar em censura, perseguição, prisão em campos de trabalho forçado e até execução. O Estado controlava a imprensa, o rádio e as artes. Durante o Grande Expurgo (1936–1938), até conversas privadas, com piadas ou comentários irônicos, podiam levar a denúncias.


É esse o caminho que o Brasil está trilhando? Um cenário em que piadas com bonecos e críticas a integrantes do STF resultam em inquéritos e ameaças de prisão?


Afinal, os “todo-poderosos” e intocáveis não podem ser criticados por suas ações escandalosas, e muito menos virar piada. Para eles, isso é “ataque à democracia”, passível de prisão.


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